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Maria Luisa Sanz é, sem dúvida, uma das personalidades mais sólidas, coerentes e brilhantes do panorama artístico espanhol. A sua trajectória é muito longa e os campos que abarca muito variados : pintura, obra gráfica, desenho de moda, de jóias e de todo o tipo de objectos que a sua imaginação pode conceber – e pode conceber muitos.
Com uma formação artística muito rigorosa, tanto as suas pinturas como as suas gravuras revelam um extraordinário domínio do desenho, da composição e da cor, as três premissas fundamentais para que uma obra seja realmente consistente. Se se olham com vagar, para além da aparência brilhante, aparentemente despreocupada e cheia de imaginação das imagens que projecta sobre a tela ou o papel, há uma sabedoria, um profissionalismo e uma sensibilidade de primeira ordem. Por outro lado, a curiosidade sem limites de Maria Luisa Sanz leva-a a estudar continuamente e a investigar as possibilidades de novos materiais e técnicas, o que faz com que as suas obras, sendo absolutamente pessoais, sejam sempre diferentes.
A descoberta desta exposição é um convite ao visitante para que participe e penetre num mundo tão pessoal da artista, um mundo em que aparecem mulheres maravilhosas e perversas inspiradas nos cómicos americanos dos anos 30 e 40 ( cujo look, por certo, volta a ser moda ), vestidas por refinados desenhos de tecidos que lhes servem de fundo ou pelas suas armas de destruição maciça : sapatos de tacão altíssimo, lápis de olhos e de lábios ou longos colares e jóias que Maria Luisa desenha actualmente.
Uma das séries expostas, a chamada “ Imperatriz “ , cujo motivo principal são uns sapatos sobre – ou sob – um fundo de motivos florais é um exemplo de beleza que se pode alcançar com uma composição muito simples e uma sábia utilização de cor e de enormes possibilidades da serigrafia.
Outro aspecto que há que destacar na obra gráfica de Maria Luisa Sanz é o domínio da técnica. Nas obras expostas há águas-fortes, serigrafias e combinação de água-forte e colagens. Em todos os casos, tirou o melhor partido de cada uma delas para obter diferentes efeitos, texturas e transparências. A isto há que acrescentar em todos os casos uma impecável estampagem, fundamental para o resultado final da obra e que se realizou nos melhores ateliers de cada especialidade.
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Maria Luisa Sanz é, sem dúvida, uma das personalidades mais sólidas, coerentes e brilhantes do panorama artístico espanhol. A sua trajectória é muito longa e os campos que abarca muito variados : pintura, obra gráfica, desenho de moda, de jóias e de todo o tipo de objectos que a sua imaginação pode conceber – e pode conceber muitos.
Com uma formação artística muito rigorosa, tanto as suas pinturas como as suas gravuras revelam um extraordinário domínio do desenho, da composição e da cor, as três premissas fundamentais para que uma obra seja realmente consistente. Se se olham com vagar, para além da aparência brilhante, aparentemente despreocupada e cheia de imaginação das imagens que projecta sobre a tela ou o papel, há uma sabedoria, um profissionalismo e uma sensibilidade de primeira ordem. Por outro lado, a curiosidade sem limites de Maria Luisa Sanz leva-a a estudar continuamente e a investigar as possibilidades de novos materiais e técnicas, o que faz com que as suas obras, sendo absolutamente pessoais, sejam sempre diferentes.
A descoberta desta exposição é um convite ao visitante para que participe e penetre num mundo tão pessoal da artista, um mundo em que aparecem mulheres maravilhosas e perversas inspiradas nos cómicos americanos dos anos 30 e 40 ( cujo look, por certo, volta a ser moda ), vestidas por refinados desenhos de tecidos que lhes servem de fundo ou pelas suas armas de destruição maciça : sapatos de tacão altíssimo, lápis de olhos e de lábios ou longos colares e jóias que Maria Luisa desenha actualmente.
Uma das séries expostas, a chamada “ Imperatriz “ , cujo motivo principal são uns sapatos sobre – ou sob – um fundo de motivos florais é um exemplo de beleza que se pode alcançar com uma composição muito simples e uma sábia utilização de cor e de enormes possibilidades da serigrafia.
Outro aspecto que há que destacar na obra gráfica de Maria Luisa Sanz é o domínio da técnica. Nas obras expostas há águas-fortes, serigrafias e combinação de água-forte e colagens. Em todos os casos, tirou o melhor partido de cada uma delas para obter diferentes efeitos, texturas e transparências. A isto há que acrescentar em todos os casos uma impecável estampagem, fundamental para o resultado final da obra e que se realizou nos melhores ateliers de cada especialidade.
Elena Santiago ( Biblioteca Nacional de Madrid ).







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